Música e Fotografia Archives - Korre https://korre.com.br/category/musica/ Eleita a mais korreria do Brasil. Wed, 28 Oct 2026 23:54:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 BK’ leva Ouro no Clube de Criação com “Castelos & Ruínas” e apresenta a 11MM, gestora por trás do seu ano https://korre.com.br/2026/10/20/campo-como-tela/ https://korre.com.br/2026/10/20/campo-como-tela/#respond Tue, 20 Oct 2026 06:01:52 +0000 https://korre.com.br/2026/10/20/campo-como-tela/ O projeto é um ensaio visual construído a partir de “Caminhos”, uma das faixas centrais do disco.

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Ensaio visual que celebra os 10 anos do disco de estreia de BK’ vence em Filme/Videoclipe – Artista e coroa o ano em que o rapper levou cerca de 50 mil pessoas ao Nubank Parque. O trabalho tem assinatura da 11MM, gestora que conduz sua carreira

O filme “Castelos & Ruínas”, de BK’, conquistou o Ouro na categoria Filme/Videoclipe – Artista do Festival do Clube de Criação. A premiação aconteceu no sábado (17), no Memorial da América Latina, em São Paulo, na 14ª edição do festival. A peça também esteve nas shortlists de Filme/Direção – Geral, Melhor Uso de Música e Sound Design. O trabalho é assinado pelo artista, pela produtora Moonheist e pela 11MM (11 Music Management), que estreia publicamente já premiada. 

O projeto é um ensaio visual construído a partir de “Caminhos”, uma das faixas centrais do disco. Em vez de seguir uma ordem cronológica, ele monta em fragmentos a trajetória de Abebe Bikila, nome de batismo de BK’, uma homenagem ao maratonista etíope. A ancestralidade conduz a obra: o filme abre com a fala de uma mãe para o filho, e a trilha mistura canto etíope e desenho de som original. No título, o “Castelo” representa o feminino e a proteção à “Ruína”, os lutadores e as quedas do caminho. Assista o filme aqui!

A peça abriu as celebrações dos 10 anos de Castelos & Ruínas (2016), o disco de estreia que marcou o rap nacional. O ciclo incluiu um vinil comemorativo, esgotado em menos de quatro horas, e o show de 19 de setembro no Nubank Parque. Ali BK’ se tornou o primeiro rapper brasileiro a fazer um show solo no estádio, para cerca de 50 mil pessoas. A turnê termina no Maracanã, em 16 de janeiro de 2027.

A 11MM esteve à frente da estratégia e direção criativa dos 10 anos de Castelos & Ruínas, do filme ao estádio. A empresa já operava nos bastidores. Agora assume nome e posicionamento próprios: uma gestora cultural que constrói carreiras por método, diagnóstico, estratégia e direção criativa e não uma prestadora de serviços. A tese que move a casa é direta, música urbana não é mais nicho, onde chega ao mercado com a missão de “transformar artistas em história”, como no caso do NuBank Parque em Setembro.

No mesmo sábado, o CEO Victor Senedesi dividiu o palco com BK’ em um painel sobre o projeto, na programação do festival. “Esse Ouro é do BK’ e de todo time que construiu esse filme com ele. Prêmio é consequência; a prova do nosso trabalho é o retorno do artista: sold out no Nubank, casa cheia no Maracanã, vinil esgotado, etc. Nós estamos criando uma nova forma de trabalhar no RAP e na cultura urbana”, afirma  Victor Senedesi, CEO da 11MM 

Além de BK’, com dez anos de carreira solo, a 11MM conduz o duo Febre 90’s, que fala diretamente com Gen Z. O roster vai do rap consolidado à nova geração.

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Kid Cudi vai interpretar Jean-Michel Basquiat em filme que também escreveu e vai dirigir https://korre.com.br/2026/10/12/ritmo-visual/ https://korre.com.br/2026/10/12/ritmo-visual/#respond Mon, 12 Oct 2026 18:01:52 +0000 https://korre.com.br/2026/10/12/ritmo-visual/ Música e fotografia numa só obra: a interação entre as artes.

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Intitulado “Jean”, longa tem filmagens previstas para 2027 e marca um novo passo na carreira do rapper como cineasta.

O rapper, ator e produtor musical Kid Cudi vai interpretar o artista visual Jean-Michel Basquiat no filme biográfico “Jean”, projeto que também escreveu e vai dirigir. O anúncio foi feito pelo músico nas redes sociais nesta quarta-feira (21), acompanhado de imagens em que aparece caracterizado como o artista.

Conhecido pelo nome de batismo Scott Mescudi, Kid Cudi afirmou que decidiu desenvolver o próprio roteiro depois de anos sendo questionado sobre a possibilidade de interpretar Basquiat no cinema. Segundo ele, as conversas anteriores não chegaram a se transformar em um projeto concreto.

A produção tem início previsto para 2027. Ao anunciar o filme, o músico também compartilhou os primeiros registros de sua caracterização, mas ressaltou que o visual ainda está em desenvolvimento.

Uma homenagem a Basquiat e à Nova York dos anos 1980

Em publicação nas redes sociais, Cudi descreveu o longa como uma homenagem a Basquiat, à década de 1980 e à cidade de Nova York. Para desenvolver o roteiro, ele afirma ter recorrido a pesquisas, livros e conversas com pessoas que conheceram o artista.

Basquiat nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 1960, e se tornou um dos nomes mais influentes da arte contemporânea. Sua produção, marcada por referências ao grafite, palavras, símbolos e figuras expressivas, abordava temas como racismo, identidade e desigualdade social.

O artista ganhou projeção inicialmente como parte da cena de arte urbana nova-iorquina e, posteriormente, consolidou sua presença no circuito internacional das artes visuais. Também ficou conhecido pela colaboração com Andy Warhol.

Basquiat morreu em 1988, aos 27 anos, mas sua obra continua influenciando artistas de diferentes gerações e alcançando grande valorização no mercado de arte.

Da música ao cinema

A interpretação de Basquiat amplia a trajetória de Kid Cudi no audiovisual. Além da carreira musical, o artista participou de produções para cinema e televisão e desenvolveu projetos próprios que combinam música, animação e narrativa cinematográfica.

Com “Jean”, ele assume simultaneamente as funções de roteirista, diretor e protagonista. O projeto também representa uma conexão pessoal com Basquiat, cuja obra, segundo o músico, influencia sua trajetória artística.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre o elenco completo, a equipe de produção ou a previsão de estreia do longa.

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Playlists que viram capa https://korre.com.br/2026/10/08/playlists-capa/ https://korre.com.br/2026/10/08/playlists-capa/#respond Thu, 08 Oct 2026 14:01:52 +0000 https://korre.com.br/2026/10/08/playlists-capa/ As capas de playlist viraram um novo espaço de criação para ilustradores e fotógrafos.

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Elas aparecem em miniatura, mas são vistas milhões de vezes. As capas de playlist viraram um território disputado por ilustradores, fotógrafos e designers.

Pequena, mas poderosa

Uma boa capa precisa funcionar em poucos centímetros: cor forte, forma clara e nenhum detalhe desnecessário.

É como fazer um cartaz para ser visto do outro lado da rua — só que na palma da mão.

Designer

Algumas plataformas já convidam artistas para criar séries especiais, transformando a capa em vitrine.

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Som em imagens: fotos de shows, ensaios e bastidores https://korre.com.br/2026/10/07/som-em-imagens/ https://korre.com.br/2026/10/07/som-em-imagens/#respond Wed, 07 Oct 2026 18:01:52 +0000 https://korre.com.br/2026/10/07/som-em-imagens/ Fotógrafos de música contam como capturam a energia de um show numa única imagem.

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Luz que muda a cada segundo, palco em movimento, plateia em êxtase. Fotografar música é tentar congelar algo que só existe em movimento.

Antes, durante e depois

Os bastidores costumam render as imagens mais íntimas: o artista concentrado antes de subir, o ensaio sem plateia, o cansaço depois do bis.

A melhor foto quase nunca é a do refrão. É a do silêncio antes dele.

Fotógrafo de shows

Exposições e livros dedicados à fotografia de música mostram que essas imagens também são parte da história das bandas.

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Sain transforma a Lapa em uma rádio e expande os caminhos do rap em novo álbum https://korre.com.br/2026/10/04/momentos-musicais/ https://korre.com.br/2026/10/04/momentos-musicais/#respond Sun, 04 Oct 2026 10:01:52 +0000 https://korre.com.br/2026/10/04/momentos-musicais/ Última Mesa da Lapa

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Em “Última Mesa da Lapa”, rapper carioca reúne 18 faixas, referências ao samba e participações especiais em um projeto inspirado nas memórias da cidade e na convivência entre amigos.

O que acontece quando um álbum de rap assume a estrutura de uma programação de rádio? Para o rapper carioca Sain, a resposta passa por lembranças de infância, encontros entre amigos e pela vida cotidiana da Lapa, no Rio de Janeiro. Lançado em 15 de outubro, Última Mesa da Lapa reúne 18 faixas em um projeto que combina música, locuções, vinhetas e conversas, criando uma experiência que vai além da sequência tradicional de canções.

Quarto álbum solo do artista, o trabalho tem como ponto de partida a relação com os bairros do Catete, da Glória e da Lapa, região que atravessa sua formação pessoal e musical. É nesse território que Sain encontra personagens, histórias e referências que ajudam a construir a identidade do disco.

A proposta também recupera uma experiência cotidiana: ouvir rádio em casa. Na infância, o rapper costumava acompanhar a programação ao lado da mãe, entre músicas, notícias e conversas. Essa lembrança se tornou o fio condutor de um álbum que alterna estilos e atmosferas como se o ouvinte estivesse sintonizando uma emissora.

Um álbum que funciona como programação de rádio

A estrutura de Última Mesa da Lapa aproxima o disco da experiência de uma transmissão contínua. Entre as músicas, aparecem intervenções sonoras, locuções e vinhetas que conectam as faixas e ajudam a construir um universo próprio.

A ideia também ganhou um desdobramento fora das plataformas de streaming: a Bloco 7 FM, rádio online criada para acompanhar o lançamento. A programação reúne sets de DJs, conversas e conteúdos relacionados ao álbum e ao círculo de artistas que participa do projeto.

A iniciativa amplia a proposta musical para outros formatos e recupera elementos da cultura das rádios independentes, nas quais a seleção de músicas e a personalidade de quem está atrás do microfone ajudam a definir a experiência de escuta.

Rap, samba e outras referências

Embora o hip-hop continue no centro do trabalho, o novo álbum percorre diferentes caminhos sonoros. O boom bap divide espaço com elementos de samba, R&B e música popular brasileira, em uma combinação que acompanha a diversidade de referências do artista.

Sain assina a produção musical de 17 das 18 faixas. O duo paulistano Deekapz participa da produção da faixa restante, enquanto Arthur Luna responde por parte do trabalho de mixagem e masterização.

O disco também reúne nomes de diferentes gerações e vertentes da música brasileira. Entre as participações estão BK’, Leall, Luccas Carlos, Akilla e DG. Já as vinhetas contam com intervenções de artistas como MC Carol de Niterói, João Gomes e Di Melo.

A variedade de convidados acompanha a proposta do projeto: construir uma experiência coletiva, na qual diferentes vozes e estilos convivem dentro de uma mesma programação.

A Lapa como território afetivo

A escolha da Lapa como eixo conceitual não se limita à localização geográfica. O bairro aparece como espaço de convivência, circulação musical e encontro entre pessoas, elementos que ajudam a dar forma às histórias contadas no álbum.

A imagem da mesa, presente no título e na identidade visual do projeto, reforça essa dimensão. Seja em uma reunião de amigos, em um bar ou durante uma refeição em família, ela representa um lugar onde conversas, memórias e relações se constroem.

Essa perspectiva também atravessa a maneira como Sain enxerga sua própria carreira. Em vez de seguir uma fórmula rígida, o rapper descreve um processo criativo baseado na experimentação, no desenvolvimento gradual das músicas e nas conexões que surgem durante a produção.

O resultado é um trabalho que combina a identidade do rap carioca com referências que fazem parte da trajetória pessoal do artista. Em Última Mesa da Lapa, a música funciona como ponto de encontro entre território, memória e liberdade criativa.

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